Como pensamos SaaS que aguenta escala
A maioria dos SaaS morre no primeiro salto de crescimento — não por falta de mercado, mas por arquitetura que assumiu que ia ser fácil. Instância única por cliente, banco compartilhado sem isolamento, código do webhook rodando no mesmo processo do frontend, deploy manual, log em arquivo. Cada novo cliente adiciona operação manual, e a margem some.
Um SaaS de verdade começa com quatro decisões: qual isolamento de tenant, qual modelo de billing, qual estratégia de deploy e qual observabilidade. Essas quatro respostas não podem ser postergadas — elas definem o custo unitário do próximo cliente. Nosso trabalho é responder isso no dia 1 e entregar produto pronto para o próximo salto.
Multi-tenancy row-level, com upgrade para schema-per-tenant
O padrão é isolamento row-level no PostgreSQL, aplicado por policy do banco (não por filtro na aplicação). Quando o contrato do cliente exige isolamento físico — típico em fintechs e saúde — escalamos para schema-per-tenant ou DB-per-tenant sem reescrever o modelo.
Billing como sistema de primeira classe
Integração direta com Stripe, Pagar.me ou Iugu, cobrindo trials, upgrades, downgrades, dunning, retries, chargeback e portal do cliente. Webhooks são idempotentes e reconciliados, não são log de fé.