Como pensamos um ERP sob medida
Um ERP não é uma coleção de formulários. É a coluna dorsal operacional da empresa — o sistema onde o dinheiro entra, o produto sai e o processo é auditado. Quando essa coluna é genérica, cada exceção do negócio vira gambiarra em planilha paralela; quando ela é modelada no processo real, exceção deixa de existir porque virou regra explícita do sistema.
Nosso ponto de partida é sempre a modelagem do domínio: quais entidades existem (pedido, ordem, apontamento, título, movimento fiscal), quais estados elas assumem, quais transições são permitidas e quais eventos disparam efeito colateral em outros módulos. Essa modelagem é registrada em ADRs (Architecture Decision Records) e vira contrato entre engenharia e negócio.
Row-level tenancy e isolamento de dados
Multi-empresa é primeiro requisito em ERP corporativo. Trabalhamos com isolamento row-level no PostgreSQL, escalando para schema-per-tenant quando o cliente exige separação contratual. Todo cadastro carrega o vínculo com a organização, e as policies do banco impedem que uma consulta cruze fronteira — sem depender do código de aplicação.
Auditoria e reversibilidade como padrão
Cada movimento financeiro, fiscal e de estoque é registrado como evento imutável. Cancelamento não deleta linha: cria estorno com referência à origem. Isso é o que permite auditar retroativamente, refazer relatórios de meses anteriores sem quebrar histórico e atender fisco sem susto.